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17 dicas para o/a ajudar a superar o desafio do equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Sabia que pelo menos 1 em cada 3 pessoas trabalha mais do que 40 horas semanais e quase metade considera insuficiente o tempo que têm disponível para se dedicar a si mesmos, à família e amigos e realizar atividades de lazer?

E sabia que o desequilíbrio entre estas duas dimensões da vida adulta é um risco psicossocial que contribui para oaumento do stresse, dos problemas de Saúde Psicológica como a ansiedade e a depressão, e do consumo problemático de substâncias. Tem um impacto negativo nas relações parentais e conjugais, bem como no absentismo, presentismo, produtividade e na relação e satisfação com o trabalho?

Partilho convosco algumas recomendações, compiladas pela Ordem dos Psicólogos, especialmente, dirigidas para trabalhadores e famílias para atingir o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

1. Assumir responsabilidade pelo nosso equilíbrio pessoal/familiar e profissional (quer o nosso local de trabalho tenha ou não políticas de apoio à conciliação).

2. Comunicar as nossas necessidades, pessoais e profissionais, ao empregador e negociar, formal ou informalmente, alguns aspetos. Por exemplo, os fatores laborais que nos provocam stresse (ex. prazos irrealistas) ou que, pelo contrário, nos fazem sentir bem (ex. um espaço de trabalho tranquilo); a carga de trabalho ou a forma como está organizado; a possibilidade de um horário flexível ou condensado (por exemplo, que evite as horas de maior trânsito ou permita sair mais cedo para cuidar da família).

3. Utilizar, de forma responsável, as opções e benefícios disponíveis no nosso Local de Trabalho para realizarmos, de forma produtiva, o nosso trabalho.

4. Procurar conhecer as estruturas, serviços de apoio e benefícios que existem no nosso local de trabalho.

5. Investir no desenvolvimento de boas relações com os colegas, criando uma rede de apoio no dia-a-dia de trabalho. Simultaneamente, cultivar interesses e relações fora do local de trabalho.

6. Falar, com pessoas em quem confiemos, dentro e fora do Local de Trabalho, sobre aquilo que nos preocupa e nos faz sentir stressados, sobre as dificuldades que sentimos em gerir as exigências da vida pessoal/familiar e profissional e também sobre os nossos sucessos e superações.

7. Sair do local ou espaço de trabalho durante a pausa para almoço e colocar um alarme para nos lembrar de fazer intervalos regulares durante o dia.

8. Quando em regime de teletrabalho, pode ser importante criar uma rotina que facilite a transição psicológica do contexto casa-trabalho para casa-família (e vice-versa). Por exemplo, em vez da habitual deslocação até ao local de trabalho, crie uma rotina diferente (dar um pequeno passeio a pé ou beber um café à janela).

9. Evitar consultar o e-mail, atender telefonemas ou agendar reuniões fora do nosso horário de trabalho.

10. Fazer uma lista de todas as nossas tarefas (pessoais e profissionais) – leva apenas uns minutos e pode ajudar-nos a priorizar as mais importantes e a colocarmos a nossa sensação de sobrecarga em perspectiva, depois de estimarmos quanto tempo necessitamos para cada uma. Garantir que essa lista inclui atividades que nos dêem prazer e/ou proporcionem descansar/recuperar.

11. Planear o dia de trabalho e momentos de tempo pessoal para nós próprios (ver um filme com a família, fazer uma caminhada, realizar uma videochamada com um amigo). Comprometa-se com a harmonia entre a vida pessoal e profissional.

12. Ser assertivo – dizer “não” quando não conseguimos gerir mais tarefas (pessoais ou profissionais) ou quando percecionamos os pedidos que nos fazem como sendo irrazoáveis.

13. Ser realista – não precisamos nem podemos fazer tudo “perfeito”, “sempre”. É importante priorizarmos o que é realmente importante para nós.

14. Estabelecer limites para o uso das tecnologias de comunicação. Frequentemente, a massificação do uso profissional das novas tecnologias e o fácil acesso a instrumentos de trabalho como o telemóvel ou e-mail, em qualquer lugar, dificultam a separação entre as dimensões pessoal e profissional, da mesma forma que nos impedem de fruir sem interferências momentos pessoais e familiares. É importante permitirmo-nos “desligar” em determinados momentos, de forma a aumentar o nosso envolvimento em atividades pessoais (e profissionais).

15. Cuidar de nós próprios. Quando a vida pessoal/familiar e a vida profissional se sobrepõem e “atropelam”, investir em nós e no nosso bem-estar é mais importante do que nunca. Se não cuidarmos de nós próprios teremos mais dificuldade em cuidar da nossa família e em fazer um bom trabalho. A forma como investimos em nós próprios é diferente para cada um. No entanto, em termos gerais, existem quatro pilares a considerar: a Saúde Física, a Saúde Psicológica, as relações sociais e o significado ou propósito que atribuímos à nossa vida. Esteja atento aos sinais de que alguma coisa não está bem.

16. Não esquecer as coisas básicas. Em momentos de crise e incerteza é fácil que algumas coisas “básicas” fiquem prejudicadas. É importante garantir que dormimos um número de horas adequado e que fazemos pausas ao longo do dia que nos permitem relaxar; que fazemos refeições saudáveis; que realizamos alguma atividade física.

17. Pedir ajuda. Se o equilíbrio das dimensões pessoal e profissional representa uma dificuldade de difícil resolução ou sentimos que o nosso desempenho nas tarefas pessoais e profissionais está comprometido, um Psicólogo pode ajudar.