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Sabia que 80% das pessoas bem-sucedidas (tanto mulheres quanto homens) já tiveram episódios de Síndrome do Impostor durante as suas carreiras profissionais?

Tenho-me cruzado com muitas pessoas que, aos olhos dos outros, têm tudo o que, supostamente, se pode desejar, são bem-sucedidas nos seus empregos, têm uma família feliz e aparentam saber sempre o que dizer. Contudo, não se sentem dignas do sucesso que alcançam, pelo contrário, apesar de todas as evidências em contrário manifestam sentimentos de inadequação e dúvida crónica sobre si, questionando incessantemente se serão dignas do que granjearam. Esta condição designa-se por Síndrome do Impostor e envolve grande sofrimento psicológico associando-se a quadros de ansiedade e depressão quando não tratada devidamente. Os sintomas são vários, mas os mais frequentes são quatro: perfeccionismo extremo; dificuldade em expor as opiniões próprias; cordialidade e prestabilidade extremas e, a procrastinação.

Se já sentiu que não era bom/boa o suficiente, saiba que não está sozinho/ a. É mais comum do que possa pensar. Cerca de 80% das pessoas bem-sucedidas (tanto mulheres quanto homens) já tiveram episódios de Síndrome do Impostor durante as suas carreiras profissionais. Mas se não gerir cuidadosamente esses sentimentos, eles podem impedi-lo/a de alcançar plenamente o seu potencial. Então, como deixar de se sentir um/a impostor/a?

Aqui ficam 5 dicas para acabar de vez com a crença de que não é suficientemente bom/boa:

1. Enumere os seus pontos fortes

Escreva as suas realizações e os seus pontos fortes. Releia a sua lista regularmente – especialmente quando estiver a sentir-se mais desanimado/a. Lembrar-se dos seus pontos fortes pode ajudar a destruir a sua crença de que não é suficientemente bom/boa para ter sucesso.

2. Compartilhe as suas paixões com outras pessoas

É fácil esquecer o quão longe já chegou e o quanto tem aprendido. Começar um blogue ou ser mentor de outro profissional pode relembrá-lo/a das suas realizações. Compartilhar o seu conhecimento também pode ajudá-lo/a a manter-se apaixonado/a pelo que está a fazer e prevenir o burnout.

3. Lide com as suas autodúvidas

Quando a dúvida se insinuar, não a ignore – enfrente-a. Responda à autocrítica severa com algo mais compassivo. Fale consigo mesmo/a como um/a amigo/a de confiança e recuse-se a acreditar no seu monólogo interior irrealista e negativo.

4. Permita-se divertir e levar a vida com menos crítica

Mudar o seu comportamento é fundamental para mudar a maneira como se sente. Não se esqueça de fazer o que mais gosta. Permita-se relaxar e não se levar nem a si mesmo, nem ao seu trabalho, muito a sério. Isso ajudá-lo-á a aproveitar os frutos do seu trabalho, o que, por sua vez pode permitir que aceite ser merecedor de tudo o que ganhou.

5. Aceite os elogios com elegância

Pessoas com síndrome do impostor tendem a ignorar as palavras gentis dos outros, e frequentemente apresentam desculpas para o seu sucesso ou minimizam as suas realizações. Comprometa-se a aceitar elogios com elegância, oferecendo um simples “obrigado” quando outros reconhecerem o seu trabalho.

Se, apesar de todos os seus esforços, continuar a sentir-se como um/a impostor/a então, procurar ajuda profissional pode ser um passo importante. Um psicólogo pode ajudá-lo/a a superar a síndrome do impostor, pois se não for controlada, a sensação de ser uma fraude pode causar ansiedade e depressão.