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Embraiagem – Evitar o Desgaste Prematuro

  • 18 Fevereiro 2021
Mario Carinhas

Mario Carinhas

Embraiagem

No nosso dia a dia, a tarefa da condução já está tão automatizada que a maioria dos comportamentos que temos não são sequer pensados. Acontece o mesmo com a utilização do veículo, todos os dias ligamos a ignição e fazemos as deslocações necessárias, sem nos lembrarmos que determinados comportamentos na nossa condução podem influenciar de forma negativa o funcionamento do veículo provocando-lhe o desgaste prematuro de alguns componentes, levando assim à ocorrência de gastos económicos com a sua reparação/ substituição.

EmbraiagemImagine-se numa subida com acentuada inclinação, a tentar encontrar o ponto de embraiagem para iniciar a marcha, mas está com algumas dificuldades e o seu veículo ainda não dispõe do sistema de auxílio ao arranque (Hill Start Assist). Depois de algumas tentativas irá sentir um cheiro forte a queimado.

O que deve fazer?

Pare, aguarde alguns minutos e deixe que a embraiagem descanse/ arrefeça, pode ser que tenha sido a tempo de a salvar e que a mesma volte a funcionar como sempre ou pode ter queimado a embraiagem. Este é apenas um exemplo, de uma situação em que podemos estar a desgastar prematuramente a embraiagem, considerando assim que, é extremamente importante perceber o seu funcionamento e que cuidados ter, sendo que é uma das peças de maior desgaste e um dos elementos fundamentais do veículo, uma vez que é responsável pela ligação do motor à caixa de velocidades.

Como funciona a embraiagem?

EmbraiagemAo pisarmos a embraiagem estamos a afastar o prato de pressão – desembraiar – interromper a ligação do motor às rodas afastando o disco de embraiagem e, após a engrenagem da mudança, ao levantar o pedal estamos a – embraiar – encostar o disco de embraiagem e transmitir a rotação do volante do motor à caixa de velocidades. Como sabemos, dependendo também dos nossos trajetos habituais, estamos constantemente a fazer uso da embraiagem, visto estar em permanente ação. Se falarmos numa condução em que o percurso habitual tem muitos momentos de pára-arranca, o funcionamento da embraiagem é constante, e como tal, o seu desgaste será evidente.

Regra geral, a embraiagem deverá ser trocada entre os 120 000 e os 180 000 quilómetros, embora, frequentemente, necessite de ser substituída muito antes, dependendo do tipo de condução a que seja sujeita. Em relação aos discos de embraiagem, a sua duração é longa, mas pode ser ainda mais longa se tivermos determinado tipo de cuidados que vão permitir aumentar a sua vida útil.

O ponto de embraiagem, quando praticado em excesso, também é prejudicial. Porquê? Porque o equilíbrio entre a pressão na embraiagem e no acelerador, desgasta os componentes desta. Sempre que possível, o melhor será recorrer ao travão de mão, sobretudo, quando for uma manobra mais demorada. Em relação à carga do veículo, é importante que respeite os limites de carga impostos pelo fabricante do seu automóvel, pois a carga em excesso pode afetar o funcionamento da embraiagem, uma vez que nos arranques será preciso uma utilização mais extrema da mesma.

No arranque também existem comportamentos a evitar, como arrancar em segunda, por exemplo, a não ser que o veículo siga muito “embalado”. Este tipo de arranque obriga a um desgaste extra dos componentes da embraiagem e também a um aumento do consumo de combustível. Em relação à caixa de velocidades, aconselha-se a que utilize sempre a mudança apropriada a cada momento, pois se deixar o motor “bater” está a esforçar todo o mecanismo de transmissão, devendo usar uma velocidade adequada à rotação, evitando uma das maiores causas de desgaste, que está relacionada com circular a uma velocidade baixa com uma mudança alta engrenada.

EmbraiagemSinais a que deves estar atento:

  • Patinar da embraiagem,
  • Trepidação da viatura ao embraiar,
  • Arranhar das velocidades ao engrenar uma mudança,
  • Ruídos ao pisar o pedal de embraiagem

Comportamento errados:

  • Pé esquerdo apoiado (não trate a embraiagem como um apoio para descanso do pé esquerdo, utilize-a apenas para fazer as passagens de caixa, pois ao apoiar o pé na embraiagem provoca um aquecimento do sistema e o seu desgaste prematuro)
  • Não manter muito tempo o pedal pressionado (como no caso do veículo se encontrar parado num semáforo com a primeira velocidade engrenada, o rolamento de encosto fica encostado, o que contribui muito para o seu desgaste.

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Algures no início desse ano, os cinco elementos iniciais decidiram que estava na altura de criar um novo conceito de formação e, aproveitando algumas alterações legislativas que estavam a surgir na área dos transportes, nasceram a Sentidos Dinâmicos e a PsicOeste! 

Como não conseguimos estar quietos, em 2010 promovemos uma pequena reunião com os nossos parceiros com o objetivo de partilhar as nossas ideias e soluções para o que estava a surgir. De uma reunião prevista para cerca de 20 pessoas passamos para 75 e ao longo dos anos evoluiu, tornando-se num encontro de pessoas e para pessoas que neste momento reúne mais de 250 participantes, vindos de todo o país para poder receber e partilhar as suas experiências e o seu conhecimento na gestão do capital humano. 

Com a evolução, foi necessário criar um espaço para poder receber os nossos clientes com maior conforto e comodidade, por isso, em dezembro de 2010 criámos um segundo espaço (na mesma rua) onde instalámos a nossa primeira sala de formação. 

Essa evolução passou pelo alargamento das áreas de intervenção, em especial na gestão do capital humano e este passou a ser o pilar fundamental da intervenção do Grupo SD. Para isso, foram criadas mais duas marcas, a Yes D People e a SD Envolve, dedicadas ao desenvolvimento pessoal, ações de team building e valorização do espírito de grupo.

E porque a responsabilidade social é uma missão importante das organizações, todos os anos organizamos o “Jantar de Natal SD” onde juntamos toda a família SD com o objetivo de ajudar uma causa.

Aos cinco fundadores foram-se juntando vários elementos que se integraram na família SD de tal forma que a garagem se tornou pequena para a dimensão da nossa ambição. Foi então que foi tomada a decisão mais difícil, abandonar a Garagem! Iniciava-se o ano de 2015 quando se fez a transição para as antigas instalações da Rádio Caldas (ao lado do espaço SD já existente) e onde foi instalada a Garagem 2.0. A mesma paixão, o mesmo espírito, mas com melhores condições para todos. 

Nesse espaço foi criada mais uma sala de formação e um espaço dedicado à avaliação psicológica e recrutamento com todo o conforto e comodidade. É daí que continuamos a sair das Caldas da Rainha para o país! 

Em dezembro de 2014, e no seguimento do nosso evento anual, foi criada uma revista com a marca Pensar Fora da Caixa, que junta um conjunto de especialistas nacionais na área do desenvolvimento pessoal e das organizações, onde vão partilhando a sua experiência com os nossos clientes.

No final de 2019, decidimos fazer uma reestruturação, concentrando todos os serviços em três marcas. Assim, a Sentidos Dinâmicos juntou-se à PsicOeste e a Yes D People uniu-se à SD Envolve, mantendo a Pensar Fora da Caixa. 

Apesar de toda a evolução, a Garagem não ficou abandonada, porque não nos esquecemos das nossas origens. É lá que realizamos os nossos almoços de equipa e onde nos juntamos no dia 14 de maio à noite para festejar o aniversário da cidade com o célebre “Churrasco SD”. 

Em 2022 alargamos as nossas instalações atuais, criando o “Espaço Diamante” com 3 novos gabinetes e 1 sala de reuniões para poder disponibilizar um leque maior de serviços à comunidade.

Estando nós instalados no edifício de uma antiga rádio, o bichinho apoderou-se de nós, e no dia 13 de fevereiro de 2023 a Pensar Fora da Caixa passou do papel para o som, com o lançamento de uma Rádio Online e alguns Podcasts, com o princípio fundamental de serem 100% positivos!

O objetivo pretendido há 15 anos atrás tem vindo a ser mais do que cumprido, porque aquilo que era um pequeno propósito de ajudar alguns, foi alargado todos os dias a cada vez mais pessoas e com soluções que nunca nos passaram pela cabeça encontrar. Ao longo destes anos a nossa missão de “Criar Soluções Dinâmicas para Desenvolver Pessoas e Empresas Extraordinárias!” tem sido cumprida com enorme sucesso.

No entanto, só nos tornámos tudo isto porque são as pessoas (colaboradores, formadores, parceiros, clientes, amigos) que com a sua dedicação, empenho, profissionalismo e, acima de tudo, paixão, tornam possível hoje estarmos aqui.

Benefícios Legais

O empregador deve OBRIGATORIAMENTE assegurar, em cada ano, formação contínua a pelo menos 10 % dos trabalhadores da empresa.

Formação obrigatória em segurança e saúde no trabalho de acordo com a Lei nº 102/2009, de 10 de setembro, os trabalhadores devem receber formação adequada em matéria de segurança e saúde no trabalho, tendo em atenção o posto de trabalho e de forma a prevenir os riscos profissionais.

É transversal para todas as empresas, a obrigatoriedade de assegurar a formação contínua dos seus colaboradores, de acordo com o Código do Trabalho. Para isso, é necessário cumprir um mínimo de 40 horas de formação anual por colaborador.

As horas de formação obrigatórias, que não sejam asseguradas pelo empregador até ao termo dos dois anos posteriores ao seu vencimento, transformam-se em crédito de horas em igual número para formação por iniciativa do trabalhador, que lhe confere direito a retribuição e conta como tempo de serviço efetivo. O trabalhador pode utilizar o crédito de horas para a frequência de ações de formação, mediante comunicação ao empregador com a antecedência mínima de 10 dias.

Os créditos de formação são importantes para as empresas, pois são utilizados para cumprir as obrigações legais de formação contínua e para comprovar a formação realizada pelos colaboradores em caso de inspeção. Além disso, os créditos de formação também são utilizados como critério de seleção em alguns concursos públicos ou processos de recrutamento.

É importante destacar que as empresas devem manter um registo atualizado das horas de formação realizadas pelos seus colaboradores, a fim de garantir o cumprimento das obrigações legais de formação contínua e o controlo dos créditos de formação.
No caso de terminar contrato com um trabalhador a quem não atribuiu o mínimo anual de horas de formação ou que tenha um crédito de horas para formação, tem de pagar uma retribuição correspondente ao período em falta ou ao crédito de horas acumulado até à data de cessação do contrato. Há várias interpretações quanto a estes cálculos, e divergências entre os 3 ou 5 ultimos anos, no entanto, a ACT utiliza no seu simulador os últimos 5 anos.

Alertamos de que, segundo o Código do Trabalho (Artigo 131ª), constitui uma contra ordenação grave para as empresas que não cumpram o previsto na lei. O incumprimento resulta em coimas aplicadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho. Os limites mínimos e máximos das coimas são aferidos pelo volume de negócios da empresa, e calculados através dos valores indicados no artigo 554º do CT com base na multiplicação de UC – Unidade de Conta Processual (limite mínimo de 600 euros e máximo de 10.000 euros).