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Inteligência Emocional – O Impacto nas Empresas

  • 24 Outubro 2017
Paulo Moreira

Paulo Moreira

A Inteligência Emocional, tem a ver com o reconhecimento e gestão das nossas emoções e das emoções dos outros. Embora existam várias correntes que abordam este conceito, o mais utilizado nas empresas, partiu de Daniel Goleman, um psicólogo e escritor do New York Times, que a dividiu em 4 competências. Cada uma destas competências tem um peso determinante para que uma empresa obtenha sucesso.

Autoconsciência
É a capacidade de reconhecermos os nossos estados emocionais e ganharmos consciência de como é que reagimos perante pessoas e situações. A autoconsciência é uma capacidade pilar, mas muito difícil, pois somos facilmente levados pelos nossos estados emocionais.

Uma análise feita por Erich C. Dierdoff e Robert S. Rubin, professores de gestão da Universidade de DePaul, a um programa de desenvolvimento para executivos de uma empresa listada na Fortune10, que contou com 58 equipas e mais de 300 líderes, mostrou o impacto de uma baixa autoconsciência no local de trabalho. Verificaram que nas equipas em que existia menos autoconsciência, os indivíduos tomavam piores decisões e apresentavam mais conflitos interpessoais.

Autocontrolo
É a capacidade de gerir as nossas emoções. É fundamental saber distinguir entre reagir ou responder às situações. Quando reagimos, é quando agimos instantaneamente com a nossa parte do cérebro emocional. Quando respondemos, é quando colocamos o nosso cérebro racional a trabalhar e conseguimos escolher a melhor resposta.

É muito comum os colaboradores e líderes reagirem a situações impulsivamente, levados pelo seu estado emocional, pelo que depois o impacto reflete-se nos resultados negativos e no aumento de conflitos no local de trabalho. Quando aprendemos a responder, analisando a situação e ponderando os vários cenários possíveis, a nossa resposta é mais eficaz e saudável, gerando um melhor resultado.

Consciência Social
Traduz-se na capacidade de ter uma consciência organizacional, focar-se no cliente (interno ou externo) e em conseguir ganhar empatia. As pessoas que têm uma elevada consciência social, conseguem aperceber-se melhor das necessidades dos clientes, tornando-se mais disponíveis e pró-ativas.

Num estudo feito numa fábrica de produção nos Estados Unidos da América, os supervisores receberam treino em competências emocionais, tal como aprender a ouvir melhor os colaboradores e ajudá-los a resolver determinados problemas por si próprios. Após o treino, os acidentes causados por tempo perdido reduziram em 50%, as queixas formais reduziram em média de 15 para 3 por ano e a fábrica excedeu os seus objetivos de produção em mais $ 250.000 (Pesuric & Byham, 1996).

Relacionamentos Interpessoais
As competências desta categoria incluem: fomentar relacionamentos, desenvolver outros, inspirar como líder e gerir conflitos. É através dos relacionamentos interpessoais que as pessoas à nossa volta formam opiniões sobre nós e se relacionam connosco.

A maioria das organizações têm mais problemas relacionados com o pessoal do que com o negócio propriamente dito. Estes problemas com o pessoal devem-se a um fraco relacionamento interpessoal, que se trabalhado, traduz-se em inúmeros resultados positivos.

Pesquisa efetuada no meio empresarial, demonstrou que fomentar a amizade no trabalho pode aumentar a satisfação no local de trabalho, compromisso com a função e a dedicação. (Zagenczyk et al., 2010)

Num clima tão competitivo como o existente hoje em dia, a falta destas competências emocionais e sociais irá traduzir-se numa luta inglória, em que o foco da empresa será maioritariamente interno, para conseguir resolver questões internas, em vez de ter um foco externo, de forma a acompanhar o mercado e os clientes.

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Algures no início desse ano, os cinco elementos iniciais decidiram que estava na altura de criar um novo conceito de formação e, aproveitando algumas alterações legislativas que estavam a surgir na área dos transportes, nasceram a Sentidos Dinâmicos e a PsicOeste! 

Como não conseguimos estar quietos, em 2010 promovemos uma pequena reunião com os nossos parceiros com o objetivo de partilhar as nossas ideias e soluções para o que estava a surgir. De uma reunião prevista para cerca de 20 pessoas passamos para 75 e ao longo dos anos evoluiu, tornando-se num encontro de pessoas e para pessoas que neste momento reúne mais de 250 participantes, vindos de todo o país para poder receber e partilhar as suas experiências e o seu conhecimento na gestão do capital humano. 

Com a evolução, foi necessário criar um espaço para poder receber os nossos clientes com maior conforto e comodidade, por isso, em dezembro de 2010 criámos um segundo espaço (na mesma rua) onde instalámos a nossa primeira sala de formação. 

Essa evolução passou pelo alargamento das áreas de intervenção, em especial na gestão do capital humano e este passou a ser o pilar fundamental da intervenção do Grupo SD. Para isso, foram criadas mais duas marcas, a Yes D People e a SD Envolve, dedicadas ao desenvolvimento pessoal, ações de team building e valorização do espírito de grupo.

E porque a responsabilidade social é uma missão importante das organizações, todos os anos organizamos o “Jantar de Natal SD” onde juntamos toda a família SD com o objetivo de ajudar uma causa.

Aos cinco fundadores foram-se juntando vários elementos que se integraram na família SD de tal forma que a garagem se tornou pequena para a dimensão da nossa ambição. Foi então que foi tomada a decisão mais difícil, abandonar a Garagem! Iniciava-se o ano de 2015 quando se fez a transição para as antigas instalações da Rádio Caldas (ao lado do espaço SD já existente) e onde foi instalada a Garagem 2.0. A mesma paixão, o mesmo espírito, mas com melhores condições para todos. 

Nesse espaço foi criada mais uma sala de formação e um espaço dedicado à avaliação psicológica e recrutamento com todo o conforto e comodidade. É daí que continuamos a sair das Caldas da Rainha para o país! 

Em dezembro de 2014, e no seguimento do nosso evento anual, foi criada uma revista com a marca Pensar Fora da Caixa, que junta um conjunto de especialistas nacionais na área do desenvolvimento pessoal e das organizações, onde vão partilhando a sua experiência com os nossos clientes.

No final de 2019, decidimos fazer uma reestruturação, concentrando todos os serviços em três marcas. Assim, a Sentidos Dinâmicos juntou-se à PsicOeste e a Yes D People uniu-se à SD Envolve, mantendo a Pensar Fora da Caixa. 

Apesar de toda a evolução, a Garagem não ficou abandonada, porque não nos esquecemos das nossas origens. É lá que realizamos os nossos almoços de equipa e onde nos juntamos no dia 14 de maio à noite para festejar o aniversário da cidade com o célebre “Churrasco SD”. 

Em 2022 alargamos as nossas instalações atuais, criando o “Espaço Diamante” com 3 novos gabinetes e 1 sala de reuniões para poder disponibilizar um leque maior de serviços à comunidade.

Estando nós instalados no edifício de uma antiga rádio, o bichinho apoderou-se de nós, e no dia 13 de fevereiro de 2023 a Pensar Fora da Caixa passou do papel para o som, com o lançamento de uma Rádio Online e alguns Podcasts, com o princípio fundamental de serem 100% positivos!

O objetivo pretendido há 15 anos atrás tem vindo a ser mais do que cumprido, porque aquilo que era um pequeno propósito de ajudar alguns, foi alargado todos os dias a cada vez mais pessoas e com soluções que nunca nos passaram pela cabeça encontrar. Ao longo destes anos a nossa missão de “Criar Soluções Dinâmicas para Desenvolver Pessoas e Empresas Extraordinárias!” tem sido cumprida com enorme sucesso.

No entanto, só nos tornámos tudo isto porque são as pessoas (colaboradores, formadores, parceiros, clientes, amigos) que com a sua dedicação, empenho, profissionalismo e, acima de tudo, paixão, tornam possível hoje estarmos aqui.

Benefícios Legais

O empregador deve OBRIGATORIAMENTE assegurar, em cada ano, formação contínua a pelo menos 10 % dos trabalhadores da empresa.

Formação obrigatória em segurança e saúde no trabalho de acordo com a Lei nº 102/2009, de 10 de setembro, os trabalhadores devem receber formação adequada em matéria de segurança e saúde no trabalho, tendo em atenção o posto de trabalho e de forma a prevenir os riscos profissionais.

É transversal para todas as empresas, a obrigatoriedade de assegurar a formação contínua dos seus colaboradores, de acordo com o Código do Trabalho. Para isso, é necessário cumprir um mínimo de 40 horas de formação anual por colaborador.

As horas de formação obrigatórias, que não sejam asseguradas pelo empregador até ao termo dos dois anos posteriores ao seu vencimento, transformam-se em crédito de horas em igual número para formação por iniciativa do trabalhador, que lhe confere direito a retribuição e conta como tempo de serviço efetivo. O trabalhador pode utilizar o crédito de horas para a frequência de ações de formação, mediante comunicação ao empregador com a antecedência mínima de 10 dias.

Os créditos de formação são importantes para as empresas, pois são utilizados para cumprir as obrigações legais de formação contínua e para comprovar a formação realizada pelos colaboradores em caso de inspeção. Além disso, os créditos de formação também são utilizados como critério de seleção em alguns concursos públicos ou processos de recrutamento.

É importante destacar que as empresas devem manter um registo atualizado das horas de formação realizadas pelos seus colaboradores, a fim de garantir o cumprimento das obrigações legais de formação contínua e o controlo dos créditos de formação.
No caso de terminar contrato com um trabalhador a quem não atribuiu o mínimo anual de horas de formação ou que tenha um crédito de horas para formação, tem de pagar uma retribuição correspondente ao período em falta ou ao crédito de horas acumulado até à data de cessação do contrato. Há várias interpretações quanto a estes cálculos, e divergências entre os 3 ou 5 ultimos anos, no entanto, a ACT utiliza no seu simulador os últimos 5 anos.

Alertamos de que, segundo o Código do Trabalho (Artigo 131ª), constitui uma contra ordenação grave para as empresas que não cumpram o previsto na lei. O incumprimento resulta em coimas aplicadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho. Os limites mínimos e máximos das coimas são aferidos pelo volume de negócios da empresa, e calculados através dos valores indicados no artigo 554º do CT com base na multiplicação de UC – Unidade de Conta Processual (limite mínimo de 600 euros e máximo de 10.000 euros).