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A próstata faz parte do sistema reprodutor masculino, localiza-se à frente do reto e sob a bexiga, passando através dela a uretra.
Um dos problemas mais comuns que afetam a próstata é a hiperplasia benigna da próstata (HBP), que é o crescimento anormal de células prostáticas benignas. Na HBP, a próstata aumenta de volume e exerce pressão contra a uretra e bexiga, interferindo com o fluxo urinário. A maioria dos homens, com mais de 50 anos, apresentam sintomas de HBP e para alguns os sintomas tornam-se tão graves que necessitam de tratamento.

Cancro da próstata

Em Portugal, o cancro da próstata é o tipo de cancro mais importante e frequente no homem.
Na maioria das vezes não se sabe porque é que uma pessoa desenvolve cancro da próstata e outra não, mas sabe-se que determinados fatores de risco aumentam a probabilidade de desenvolver este tipo de cancro.
A idade é o fator de risco mais importante, é raro em homens com menos de 45 anos, e mais frequente acima dos 65 anos. É mais comum nos homens de raça negra do que de raça caucasiana. É menos comum entre os Asiáticos e os Índios americanos.

Como detetar o cancro da próstata?

Apesar de, até agora, os estudos não terem demonstrado que os exames de rastreio reduzem o número de mortes por cancro da próstata, poderá falar com o seu médico acerca dos possíveis benefícios e riscos de fazer rastreio. A decisão é pessoal, cada pessoa deve decidir acerca dos prós e contras do rastreio, depois de devidamente informada pelo seu médico.

Do rastreio ao cancro da próstata faz parte:
  • Toque retal, que permite palpar a próstata, para verificar se existem zonas duras ou granulosas.
  • Antigénio específico da próstata (PSA), análise laboratorial que verifica o nível de PSA no sangue. Um nível elevado é, geralmente, causado por HBP ou prostatite (inflamação da próstata), mas também pode resultar de cancro da próstata.

O toque retal e o teste de PSA podem ser usados para detetar problemas na próstata, mas não mostram se é um cancro ou outro problema menos grave; estes testes podem ajudar a decidir se deve continuar à procura de sinais de cancro ou não. Além destes, podem ser necessários outros exames como a ecografia trans-retal, cistoscopia ou biópsia prostática.

Sintomas de alerta:
  • Dificuldade em iniciar ou parar o fluxo de urina;
  • Necessidade frequente de urinar, principalmente à noite;
  • Fluxo de urina fraco ou intermitente; Dor ou ardor durante a micção;
  • Dificuldade em ter uma ereção; Sangue na urina ou no sémen;
  • Dor frequente na zona inferior das costas, nas ancas ou na zona superior das coxas.

Na maioria dos casos, estes sintomas não estão relacionados com um cancro da próstata, podendo ser provocados por tumores benignos (HBP) ou outros problemas. Se apresentar estes sintomas deve consultar o seu médico, para diagnosticar e tratar o problema, tão cedo quanto possível.