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Condução eficiente define-se como uma forma de condução económica e ecológica (Eco – Condução).

Este novo estilo de condução consiste na adoção de hábitos e técnicas de condução que, aliadas a uma adequada atitude do condutor e, ajustadas às atuais tecnologias automóveis, permitem tirar o maior partido dos veículos em termos de otimização de consumos de combustível, reduzindo o desgaste mecânico dos veículos e a emissão de gases com efeito de estufa (CO2) e outros poluentes, contribuindo também para uma maior segurança rodoviária e um maior conforto dos ocupantes.

1. Conduzir de forma racional (Prevenir e Antecipar) – Manter uma distância de segurança e realizar uma exploração visual do meio envolvente, permite prevenir e antecipar potenciais situações de perigo, bem como alterações de trânsito, permitindo ao condutor, implementar técnicas de desaceleração, que contribuem para a redução do número de acelerações e travagens desnecessárias, proporcionando uma velocidade mais constante.

2. Acelere com suavidade – Em situações normais, é importante que a aceleração seja feita com movimentos suaves, garantindo que a quantidade de combustível injetada no motor seja a ideal sem, no entanto, prejudicar o rendimento do veículo.

3. Diminuir as práticas de ralenti – Em paragens prolongadas (acima de dois minutos de duração), deve parar o motor, salvo em veículos que dependam do funcionamento contínuo do motor para a correta utilização dos seus serviços auxiliares.

4. Em situações de travagem controlada utilizar “Técnicas de Desaceleração” – Por exemplo na aproximação a uma portagem ou de um sinal luminoso vermelho, ou quando, por qualquer circunstância sabemos que vamos parar, deve, com a necessária antecedência, levantar o pé do pedal do acelerador e deixar o veículo seguir pela sua própria inércia, se for possível sem diminuir a mudança, circulando com a mudança mais alta possível engrenada, evitando usar o travão de serviço, salvo, para pequenas correções pontuais de velocidade ou para imobilizar o veículo (privilegiar o uso de retarders), permitindo assim, que o veículo vá perdendo a sua velocidade;

5. Utilizar a caixa de velocidades de forma adequada – Independentemente do tipo de transmissão (Automática ou Manual) é fundamental efetuar uma gestão eficiente da caixa de velocidades em função das rotações, circulando sempre, na mudança mais alta possível e engrenando as mudanças dentro do espaço de binário ótimo, e só excecionalmente próximo da potência máxima, mantendo-se assim o regime de rotações na Zona Ótima da curva de binário disponível (Zona Verde).

6. Circular o mais possível, a uma velocidade constante – Manter uma velocidade de circulação, o mais constante possível, evitando acelerações e travagens desnecessárias, para além de ser mais confortável e emitir menos poluentes atmosféricos, permite reduzir, consideravelmente, o consumo de combustível.

7. Aumentar as distâncias percorridas em Eco-roll – Atualmente, as caixas de velocidades automáticas utilizadas nos automóveis pesados, incorporam a função Eco Roll (Antecipação Ativa), que utiliza o GPS para prever a topografia da via que se aproxima, selecionando a melhor relação de caixa de velocidade, consoante a inclinação do solo. O condutor ao levantar o pé do acelerador, a caixa de velocidades desengata-se para que se possa beneficiar ao máximo a energia cinética.

8. Evitar a utilização do sistema Cruise control em trajetos sinuosos – A utilização do Cruise Control só é aconselhada em autoestrada ou vias rápidas, por se tratarem de vias menos sinuosas e que não impliquem grandes intervenções do condutor, mas é desaconselhada em trajetos sinuosos devido ao tempo de resposta lento que o sistema apresenta quando se pretende fazer Eco-roll. Embora o Cruise Control desengate a caixa de velocidades automaticamente, o tempo que demora a fazê-lo é superior do que se o controlo for explorado pelo condutor.

9. Garantir uma adequada manutenção do veículo – A manutenção do veículo tem uma influência importante no consumo de combustível, devendo realizar-se verificações regulares, em que destacamos, o controlo de níveis e filtros, a verificar da pressão e o estado dos pneumáticos e a realização de diagnósticos computorizados da Centralina para detetar avarias ocultas que produzem o aumento dos consumos.

10. Gestão e planificação de rotas – É muito importante assegurar uma gestão eficaz dos veículos e uma adequada planificação dos itinerários, de modo a otimizar os custos e os recursos da distribuição, melhorando a qualidade dos serviços prestados, com o objetivo de aumentar a produtividade e a segurança no transporte, contribuindo também para otimização do consumo de combustível.